Ele a havia beijado.
Sofreu um tremor que não se via por fora e que se iniciou bem dentro dele e tomou-lhe o corpo todo estourando pelo rosto em brasa viva. Deu um passo para trás ou para frente, nem sabia mais o que fazia. Perturbado, atônito, percebeu que uma parte de seu corpo, sempre antes relaxada, estava agora com uma tensão agressiva, e isso nunca lhe tinha acontecido.
Estava de pé, docemente agressivo, sozinho no meio dos outros, de coração batendo fundo, espaçado, sentindo o mundo se transformar. A vida era inteiramente nova, era outra, descoberta com sobressalto. Perplexo, num equilíbrio frágil.
Até que, vinda da profundeza de seu ser, jorrou de uma fonte oculta nele a verdade. Que logo o encheu de susto e logo também de um orgulho antes jamais sentido: ele...
Ele se tornara homem.
Clarice
Qualquer curva de qualquer destino que desfaça o curso de qualquer certeza. Qualquer coisa! Qualquer coisa que não fique ilesa, qualquer coisa que não fixe.
sábado, 5 de setembro de 2009
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
para Beral - Anaïs Nin

sejamos como O sistema sensorial: trabalhemos com as experiências.
06 - "Os sistemas sensoriais não evoluíram para mostrar ao organismo a realidade, mas para criar uma realidade útil a esse organismo". Concorde ou discorde e justifique.
Não vemos as coisas como são: vemos as coisas como somos.
... E sem fisiologia!
sábado, 27 de setembro de 2008
Sossega, preta, não se morre de amor nos trópicos
Todo mundo que se veste com a roupa da utopia, sofre tanto, sofre muito... Eu estava nu e não sabia. Eu e minha namorada, eu nu e ela nua, vestidos de utopia, fomos passear na rua: tropeço, tombo fatal, meio-fio, meia-lua, Baque Lindo.
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